domingo, 24 de abril de 2011

A Saga de Ÿrm - Capitulo 3

Capítulo 1

Capítulo 2


Novos horizontes



Meus olhos estavam arregalados tentando acompanhar todos os detalhes que surgiam freneticamente na minha tela translúcida. Centenas de milhões de megawatts estavam sendo consumidos a cada segundo da experiência.
Eu aguardava ansioso o momento em que o cérebro quântico anunciaria a precipitação de matéria exótica.
De repente, uma voz fria e metálica ecoou na sala.


- Matéria exótica sintetizada com êxito. Diâmetro aproximado da esfera: três microns. Iniciando o processo de bombardeio de elétrons.


- VIVA! VIVA! – gritei descontrolado


Ao meu lado o Dr. Thurnik pulava como criança. Nossa comemoração foi interrompida pela voz metálica.


- O feixe de elétrons está atravessando a matéria exótica e sendo enviada com êxito para algum ponto dentro de nosso sistema solar. Provavelmente, está emergindo do hiperespaço na crosta do planeta UZW23.


Agora sim comemorávamos para valer. A experiência era um sucesso total. Tínhamos sintetizado a matéria com massa negativa e havíamos criado um túnel pelo hiperespaço até um planeta deserto dentro do nosso sistema solar.


- Muito bem – falou Dr. Thurnik com satisfação – experiência concluída com sucesso. Podemos desligar todos os geradores e reatores.


- Processo de desligamento iniciado – falou a voz metálica.


O clima era de festa. Tudo ocorrera conforme o previsto. Estava tudo perfeito. Dr. Thurnik abriu uma pequena geladeira e tirou uma garrafa de champagne. Cada um de nós pegou uma taça.


- Um brinde ao futuro das viagens interplanetárias – bradou Dr. Thurnik com orgulho.


Eu estava sorvendo o primeiro gole quando uma luz vermelha de alerta acendeu, ao mesmo tempo em que soou o alarme de perigo. Num primeiro momento, não percebi o que estava acontecendo. Ainda com as taças de champanhe na mão, entreolhamo-nos com estranheza.
Mecanicamente voltei minha atenção para o monitor. Como programado, todo o fornecimento de energia à câmara da experiência havia sido cortado. Porém, estranhamente, o monitor acusava que a pequena esfera de matéria exótica não tinha desaparecido, como previamente calculado.


- O que houve? Perguntou Dr. Thurnik aos técnicos.


- Não sei – alguém respondeu – a energia foi cortada corretamente.


- Doutor – falei com perplexidade – a esfera ainda está lá!


- Mas, não pode ser. Esta estrutura não pode se sustentar por si própria, não sem a energia de apoio.


Contudo o monitor continuava a mostrar uma pequena esfera de matéria exótica dentro da câmara de síntese.
De repente, senti um leve tremor. Mau sinal, algo estava fora de controle. Como um autômato fixei meus olhos no monitor e constatei aterrorizado que a pequena esfera estava crescendo a uma grande velocidade. Se continuasse assim, em pouco tempo atingiria as paredes da espessa câmara de síntese.


- Doutor – felei com a voz tremula – olhe isso.


Mas, o Dr. Thurnik estava com a atenção voltada para o coração daquela grande construção. Seus olhos estavam fixos em um ponto qualquer. Lentamente segui o seu olhar. A câmara de síntese estava emanando uma estranha luz violeta pulsante. Parecia que iria explodir a qualquer momento!
Rapidamente, sem nos dar chance para reagir, aquilo que era uma luz violeta pulsante cresceu rapidamente e se transformou em uma enorme esfera negra. A grande esfera, a medida que crescia, engolia tudo que estava pela frente. Em poucos segundos aquele monstro negro nos alcançou. Instintivamente tentei proteger o rosto com os braços.
Senti uma tontura leve, seguida de um pequeno torpor por todo o corpo. Instantaneamente, a grande esfera negra desapareceu.
Tateei freneticamente o meu corpo para ter certeza de que ainda estava vivo. Olhei ao meu redor, e lá estavam o Dr. Thurnik, e os outros técnicos tão atônitos com eu. Depois do pânico, uma alegria infinita invadiu meu ser. Estávamos todos vivos e, aparentemente, bem.


- Estão todos bem? – Perguntou o doutor com preocupação.


- Eu acho que sim. – respondi timidamente.


- Eu estou bem. – falou WalthYr, que era o nosso técnico especializado em geradores de energia.


- Eu também – confirmou ZhiLux, o técnico de robótica e computadores quânticos.


Por fim, todos da equipe estavam bem. A luz de alerta continuava a piscar freneticamente e o alarme sonoro ainda não silenciara. Olhei para o meu monitor e constatei que a câmara de síntese estava vazia. A partícula de matéria exótica que havíamos criado desaparecera por completo.


- Doutor Thurnik – gritou ZhiLux – Estamos perdendo altitude rapidamente.


- Como assim? – perguntou perplexo o doutor – O que aconteceu com os defletores gravitacionais?


- Não sei – respondeu o técnico sem tirar os olhos de seu monitor – Está ativo normalmente, contudo não está conseguindo manter a flutuação do laboratório!


- Quanto tempo temos até tocar o chão?


- Pelos meus cálculos temos menos de um décimo de Khon. - Respondeu o rapaz, (isso é perto de dois minutos no planeta Terra).


Me aproximei para acompanhar a conversa dos dois. O Dr. Thurnik retirou os óculos e passou a mão pela vasta cabeleira. De repente, sentimos um forte impacto. Tudo dentro de laboratório tremeu como se fosse um forte abalo sísmico!
Vários aparelhos tombaram sob efeito do tremor. Fui lançado ao chão. Agora eu estava novamente toma do de pavor. O todo o grande laboratório começou a inclinar, gerando mais tremores e um som horrível de metal retorcendo.
Por fim, para nosso alívio, o imenso laboratório estabilizou e parou de inclinar. Levantei, me apoiando em uma máquina. SwaFlo, um dos nossos auxiliares estava preso embaixo de um grande painel.
Aparentemente o rapaz estava desmaiado, pois não se mexia e também não emitia qualquer som. Corri na sua direção com dificuldade, primeiro pela inclinação do chão e também porque esta sentindo fortes dores nos joelhos e nas costas.
Quando cheguei mais perto do jovem SwaFlo percebi a gravidade da situação. Um grosso filete de sangue começava a escorrer pelo chão inclinado. O rapaz estava muito ferido.


- Doutor – gritei desesperado – precisamos de ajuda médica.


Não obtive resposta alguma. Corri, como pude até a porta da sala de controle. Deveria haver algum androide médico no laboratório. Quando, finalmente, consegui abrir a porta, que estava parcialmente obstruída, percebi que vários adoides já estavam do lado de fora prontos para entrar em ação e ajudar.


- Tem algum androide médico entre vocês? – Gritei quase sem forças.


Foi com muita alegria que vi um androide se apresentar como médico.


- SwaFlo – falei sem demora – ele está ferido.


- Sim senhor – foi a resposta do autômato, que sem delongas entrou rapidamente na sala de controle.


Ordenadamente, os outros androides foram entrando e iniciaram o processo de arrumação, dentro do quê o ambiente permitia.
Dois androides construtores ergueram a pesada maquina que estava sobre o pobre rapaz. Ele estava com uma perna esmagada e perdia muito sangue. O androide médico não perdeu tempo e iniciou ali mesmo uma complicada operação. Este tipo de androide, normalmente, possui quatro braços além de outras ferramentas móveis com diversas utilidades.
A primeira providência do autômato foi estancar a hemorragia. Em seguida, com uma velocidade incrível fez diversas incisões e reposicionou muitos músculos e tecidos ósseos da perna de SwaFlo.
Ministrou ao rapaz uma boa dose de analgésico misturado com sangue artificial. A ação rápida e precisa do androide salvou a vida do técnico. Contudo, do joelho para baixo, a perna estava condenada. Seria necessário outro tipo de intervenção para reconstituir o membro.
Pouco a pouco os outros membros da equipe surgiam aqui e ali. Deixei o androide trabalhando e foi procurar o Dr. Thurnik. Avistei o mestre, descordado em um canto da sala.


- Doutor, doutor – chamei com energia.


Procurei coloca-lo em uma posição melhor.


- Doutor – voltei a chamar.


- Hummm. O que aconteceu? – Perguntou o mestre com voz sofrida.


- Não sei doutor, acho que o laboratório caiu no chão e inclinou!


- Sim, me lembro que perdemos flutuação. Mas, chegamos ao chão muito rápido.


Neste momento ZhiLux se aproximou cambaleante.


- Doutor – disse o rapaz – chegamos rápido ao chão porque não estávamos a três mil metros de altura mas apenas a cem ou cento e cinquenta metros!


- Impossível! Se tivéssemos perdido tanta altitude perceberíamos com facilidade. Que diabos está acontecendo aqui?


O mestre se levantou com certa dificuldade.


- O que aconteceu com SwaFlo? – perguntou ao ver o rapaz sendo atendido pelo androide.


- Um painel caiu sobre ele e esmagou uma de suas pernas.


- Por Yrm! Como isso pode acontecer. Como ele está?


- Agora está fora de perigo. Mas precisa ser levado ao hospital. – respondi prontamente.


- Alguém já pediu socorro?


- Estou tentando – falou Zahrs, que estava tentando todos os meios de comunicação possíveis.


- Qual a previsão de chegada de socorro – perguntou Thurnik com certo desespero.


- Não sei, não consigo falar com ninguém!


Doutor Thurnik olhou para mim com um olhar estranho.


- O que será que pode ter acontecido? – perguntou falando consigo mesmo.


- Vamos – falou convicto – quero dar uma olhada lá fora.


Já estávamos dentro do transleve quando WalthYr gritou.


- Esperem! Esperem, o ar lá fora não está respirável. Está com um teor muito elevado de metano!


- Metano? – inquiriu atônito o Thurnik. – Como assim?


- Não sei – respondeu com certo desespero – a temperatura do exterior também está muito baixa, dezenas de graus abaixo do normal!


- Por favor senhor WalthYr, se tiver alguma imagem do exterior, coloque-a no telão principal. – pediu o doutor como que antevendo as imagens que veríamos a seguir.


O telão principal foi tomado pela imagem de um lugar deserto, coberto por uma grossa camada de gelo eterno. A temperatura externa (Na unidade de medida Terra) era de -95 graus Celsius. A pequena câmera exterior fez uma busca de 360 graus e o deserto de gelo se estendia até o Horizonte para todos os lados. No céu, apenas um dos sois do sistema estava visível.




Continua



domingo, 17 de abril de 2011

A Saga de Ÿrm - Capitulo 2

(Leia o primeiro capítulo)


Preparatórios para o grande dia




A parte política do negócio foi muito bem conduzida pelo Dr. Thurnik. Ele conversou com várias pessoas e, usando uma retórica impecável, uma oratória de dar inveja, o bom doutor convenceu a todos que devíamos fazer o experimento em caráter de urgência.


Ao final do dia estava tudo acertado: laboratórios, recursos financeiros, pessoas, enfim, tudo que fosse necessário estava à nossa disposição.


Aqui em Ÿrm o dia é dividido em 10 Khons, cada Khon equivale há aproximadamente duas horas e vinte e quatro minutos na Terra.


Lá pelos 7,5 Kons (Como se fosse seis horas da tarde na Terra) terminei o meu trabalho daquele dia. 
Peguei um transleve. Não sei se já lhe falei sobre os transleves, são pequenos veículos, com capacidade para umas dez pessoas. Normalmente um eles tem forma circular com um único acento, contornando todo o perímetro. Assim os passageiros sentam-se como se estivessem na mesa de um bar. A operação do aparelho é feita por um cérebro quântico. Todos os nossos prédios possuem muitos desses aparelhos para levar as pessoas de um lado para outro. Enfim, pequei um transleve que me levou até o hangar. 


O dia estava muito iluminado, enquanto um dos sois estava a pino o outro estava quase se pondo no horizonte. Esta era uma época do ano em que o planeta recebia muita luz, o que era ótimo para as plantas lá embaixo no solo.



Deixa eu falar um pouco da nossa cidade para você. Bem, a cidade flutua a uma altura de três mil metros do chão. Tudo o que precisamos para viver como água e alimentos são estocados ou produzidos na própria cidade. Há muitos milênios que deixamos a superfície do planeta. Assim, permitimos que as plantas e animais selvagens sigam seu próprio caminho. Somente descemos até a crosta para estudos ou quando a nossa interferência se faz necessária para o equilíbrio da evolução dos espécimes que vivem aqui.


Consultei o relógio com certa ansiedade, eram 7,7 Khons. Queria contar logo a novidade para minha querida CYhara. Nós estávamos casados há dez anos e o Universo já havia nos mandado duas maravilhosas crianças. Yhargo, o mais velho contava nove anos e a doce e meiga Tharÿa que nos alegrava a vida com a candura de seus cinco anos.


De longe avistei o transleve que trazia minha amada. Tão logo o aparelho pousou, eu a abracei e a beijei efusivamente. Ela logo notou que algo de diferente havia acontecido.


- Meu amor – entoou com doçura – aconteceu alguma coisa hoje? Por que você está tão eufórico?


- Se lembra do meu sonho?


- Sim, me lembro que você falou algo sobre um sonho maluco.


- Muito maluco meu amor, muito maluco. A Academia está colocando à nossa disposição vários recursos para efetuarmos uma experiência de enormes proporções! E se o meu sonho estiver certo... O futuro da humanidade pode ser escrito de forma diferente.


- Quer dizer que você está próximo de uma nova descoberta?


- Sim, meu amor, se a nossa experiência der certo estaremos escrevendo o primeiro capítulo de uma história que pode nos levar para as estrelas.


CYhara me olhou um tanto confusa e me abraçou e me parabenizou pela minha dedicação à física teórica.
Entramos no nosso transleve particular. Contei tudo sobre o meu dia, depois ouvi como fora o dia da minha esposa.


- Para onde vamos? Perguntou o transleve friamente.


Talvez não tenha lhe contado ainda, ou será que já falei? Bem, mas a maioria de nossos objetos e aparelhos são equipados com unidades de processamento de informação capazes de identificar e compreender a fala humana. Assim, respondi prontamente ao transleve.


- Estamos indo para nossa casa.


- Estamos com pressa? – Voltou a inquerir o veículo voador.


- Não – concluí enquanto voltava a atenção para CYhara.


- O que acha de tudo isso? – perguntei, interessado em saber a opinião dela.


- Eu acho que você é um gênio! É por essas e outras que amo você.


Uiah! É a segunda vez que sou chamado de gênio em um único dia! Bem, na primeira vez o Dr. Thurnik não usou exatamente a palavra “gênio”, mas é quase como se fosse.


- Obrigado meu amor, não seria nada sem você. – respondi com um largo sorriso no rosto.


Bem, meus amigos, vou resumir um pouco a narrativa: Chegamos em casa, brincamos com as crianças, jantamos. Passei a prestar mais de atenção ao corpo escultural de CYhara. O que despertou alguma coisa em mim. 
Convidei-a para assistirmos um filme juntos... 
Assistimos o filme... 
Subimos as escadas para o nosso quarto... 
Ela deitou-se confortavelmente em nossa cama... 
Eu deitei ao seu lado...


- Boa noite meu amor. - falou CYhara quase murmurando, virou-se para o lado e dormiu.


Puxa, eu nunca vi ninguém dormir tão rápido!


***

Quatro meses se passaram. As atividades na Academia de Ciência foram ficando cada vez mais frenéticas para cumprirmos o cronograma. Por fim, tudo ficou pronto para o grande dia. Era chegado o momento da primeira de uma série de experiências. Nestes primeiros dias, apenas os cientistas estariam presentes. E, dependendo do resultado das experiências, o projeto seria apresentado para o principal administrador da cidade.


***

Abri os olhos preguiçosamente, lembrei-me da longa noite de insônia. Como de costume, CYhara já havia descido para preparar o café. Eu sempre tentei acordar antes dela, mas confesso que não consigo. Talvez seja um pouco de preguiça também.


De repente, me lembrei que hoje era o dia da primeira grande experiência. Iríamos, finalmente, sintetizar a tão sonhada porção de matéria exótica.


Levantei num salto e corri para a cozinha.


- Bom dia, meu amor – falei quase cantando.


- Bom dia! Hoje é o seu grande dia. Estou orgulhosa de você.


- Muito obrigado meu amor. Se tudo der certo...


- Irá dar certo eu tenho certeza. – afirmou CYhara com ternura.


- É você tem razão, irá dar certo. Aí, serei promovido na Academia e teremos uma vida muito mais tranquila.


- Eu adoro a nossa vida! E é sempre bom melhorar ainda mais!


- Concordo, concordo. – respondi enquanto me sentava para tomar o meu café da manhã.


Yhargo e Tharÿa estavam à mesa e, a minha pequena já estava com o rosto todo lambuzado de chocolate. Cumprimentei o dois com um beijo carinhoso. Tive de tomar cuidado para não manchar a minha camisa com chocolate. 


CYhara juntou-se a nós. Éramos uma família feliz.


- Como sabe querida, - falei, enquanto colocava uma porção de café com leite na minha xicara – hoje não irei para a Academia de Ciência. A experiência acontecerá no laboratório de pesquisas avançadas.


- Eu sei meu amor, você me falou ontem.


Enfiei um bocado de pão na boca, com isso fiquei um tempo sem poder falar.


- Estou muito ansioso. – disse com certa dificuldade depois de engolir.


- Fique calmo que tudo dará certo, você vai ver.


O meu café da manhã foi muito rápido, queria sair logo. Tinha vontade de empurrar os ponteiros do relógio.


- Querida, eu vou indo então – falei apressado.


- Eu te amo. – sussurrou CYhara com um par de lágrimas tentando escapar pelo canto de seus lindos olhos castanho claro.


- Até mais tarde, depois conto como foi a experiência.


Quando já estava chegando à porta, Tharÿa me chamou.


- Papai – disse com doçura infantil – tudo vai dar certo. Não perca a esperança, mesmo se as coisas estiverem difíceis.


Não me contive, voltei e beijei novamente meus dois filhos. Agora eu estava emocionado, aquele era realmente um dia especial.


Dali a pouco tempo eu estava entrando no laboratório de pesquisas avançadas. Talvez, aquele fosse o dia mais importante da minha vida acadêmica. Tão logo cheguei, fui direto para a sala de controle onde ficavam todos os terminais de análise.


Talvez você não esteja visualizando. Estávamos em um gigantesco laboratório, que media uns trezentos metros de altura por uns mil metros de largura e pelo menos dois quilômetros de comprimento. O grande espaço estava totalmente tomado de máquinas enormes. Havia reatores de vários tipos, geradores de energia, transformadores, acumuladores, aceleradores de partículas e uma pequena multidão de robôs e androides.


Eu e o Dr. Thurnik estávamos em uma sala que ficava bem no alto, dando uma visão completa de todo o ambiente.


Nossa intenção era sintetizar uma esfera de três mícrons de diâmetro de matéria exótica. E em seguida bombardeá-la com um fino feixe de elétrons, com no máximo um decimo de mícron. Se tudo corresse bem, a pequena esfera de matéria exótica iria produzir uma passagem para um outro ponto qualquer do universo, como se fosse um túnel que passa pelo interior de uma montanha. Desse modo os elétrons atravessariam a esfera como quem passa pelo túnel e voltariam para o espaço de três dimensões em outro lugar.


O cronometro fazia, preguiçosamente, a contagem regressiva. Faltava menos de um khon para o experimento.


Meu coração batia acelerado, eu estava realmente ansioso, como há muito tempo não ficava. Os dedos tremiam sobre o teclado do computador quântico.


- Meu jovem – disse calmamente o Dr. Thurnik – não fique tão exaltado ou irá perder o melhor da experiência.


- Estou tentando doutor, estou tentando me acalmar.


- Quando eu era jovem como você, me comportava exatamente assim. Mas acredite, se respirar fundo e se convencer de que hoje é um dia como outro qualquer, sua capacidade de concentração irá aumentar. Logo, tudo estará sob melhor controle, e você poderá desfrutar desse momento de maneira muito mais produtiva.
Concordei, apenas com leve movimento da cabeça.


- Obrigado doutor, vou procurar me acalmar.


Voltei a olhar para o cronometro. A impressão que eu tinha é que o aparelho estava com defeito. Por que o tempo demorava tanto a passar?
Além do Dr. Thurnik estavam também na sala mais dez técnicos de alta graduação.


Vagarosamente o tempo passou e num dado momento, o cérebro quântico do laboratório iniciou a contagem em voz alta: dez... nove... oito...
Três... dois... um... Iniciar processo.




terça-feira, 12 de abril de 2011

Palavras Cruzadas do Sucesso

Tente resolver este jogo de palavras cruzadas. Só foram colocados verbos que interferem de forma decisiva nas suas chances de sucesso. Pode ser que eu tenha esquecido de alguns. Mas se você conseguir por em ação esses verbos na sua vida, você certamente será vitorioso em tudo que resolver fazer. 



Regras básicas: clique em algum quadrado do jogo e digite uma letra. Se a letra estiver correta ela fica azul senão ficará vermelha. No canto superior esquerdo existe um cronometro para fazer uma certa pressão. No fim existem dois botões um para apagar tudo e outro para mostrar o resultado. Divirta-se.

 



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domingo, 10 de abril de 2011

A Saga de Ÿrm - Capitulo 1

Nasce uma Ideia.

 “Esta história começa a pouco mais de 500 mil anos atrás, em um planeta que fica a 211 anos-luz daqui. Ÿrm é um pequeno planeta, muito parecido com a Terra, que pertence ao sistema solar de Omicron Cephei. Este maravilhoso sistema de dois sóis, por sua vez, está na constelação de Cepheus dentro de nossa querida Via Láctea.
Ÿrm é o berço de uma civilização bastante evoluída e muito pacífica. Seus habitantes buscam a auto realização e a paz interior, sem deixar de lado a evolução científica, moral, social e espiritual.
Este é um dia impar para a evolução deste planeta: pois não importa a grandeza de um feito, ele sempre nasce de uma ideia.”



Abri os olhos abruptamente, acabara de acordar de um sonho revelador. Logo um leve sorriso se desenhou em meus lábios.
As imagens do sonho ainda estavam nítidas em minha memória. Levantei cambaleando a procura de um pedaço de papel para fazer algumas anotações e tentar reter o máximo de informações sobre aquele sonho insólito.
Ouvi um barulho que vinha da cozinha, certamente CYhara estava preparando a nossa refeição matinal. Revirei algumas gavetas e finalmente achei um pequeno bloco de papel. Passei a escrever freneticamente tudo o que lembrava. Em poucos minutos havia escrito mais de vinte páginas do pequeno caderno.

Bem ainda não me apresentei, me desculpe, eu sou Phytarco Hortheu membro da Academia Ciência no setor de estudos sobre física teórica na cidade de Yargheu. 
Meu amigo, venho estudando a possibilidade de sintetizar matéria exótica há mais de vinte anos!
- Querido, o café já está na mesa, venha senão vai esfriar. – gritou CYhara com leveza feminina.
- Já vou, meu amor. – Respondi, enquanto pensava na benção da existência daquela maravilhosa frutinha vermelha chamada café! Ah, se o Universo não a tivesse criado, certamente precisaríamos sintetizá-la de algum modo.

CYhara é a minha jovem e amada esposa. Ela também é membro da Academia de Ciência, com a diferença de que estuda botânica. Nosso primeiro encontro ocorreu no laboratório de clones, na área de plantas carnívoras gigantes geneticamente modificadas.

Não sei se já te contei, mas às vezes eu sou meio distraído, perdido no meu mundo mental. 
Naquele dia eu estava tão compenetrado em uma pesquisa que entrei, sem querer, na área de plantas carnívoras quando de repente... Bem esta é outra história, o fato é que conheci CYhara, nos casamos e somos muito felizes. Bem é melhor eu descer tomar café com a minha amada.

- Querida – disse apressado – tive um sonho magnífico, um sonho revelador sobre como sintetizar matéria exótica.

Devo confessar que as ultimas silabas da minha frase saíram com entonação um tanto exagerada.
CYhara sorveu, delicadamente, mais um gole de seu leite e olhou para mim com ternura.

- Outro sonho meu amor?
- Não, minha querida, esse é o sonho!!!
- Que bom, espero que você esteja certo. – falou candidamente.

Devo confessar também que alguns sonhos que tive ehh... não deram muito certo. No entanto, estava convencido de que aquele era realmente o sonho.

- Querida – iniciei uma tentativa de explicação – imagine uma certa quantidade de plasma de hidrogênio confinada em um campo toroídal de alta energia...

- Meu amor – disse CYhara com doçura, – eu não entendo nada dessas coisas. Mas podemos falar sobre plantas carnívoras se você quiser. – continuou com tom de provocação.

- Empatou, eu conheço plantas carnívoras apenas por dentro. – respondi mecanicamente ao mesmo tempo em que me lembrava das circunstâncias que levaram ao nosso primeiro encontro.

Resolvemos conversar sobre outros assuntos e pouco depois estávamos a caminho da Academia de Ciência. Eu estava exultante, não via a hora de falar com meus colegas sobre as novas idéias que povoavam a minha mente. Talvez com a formula certa, com os elementos corretos, talvez fosse possível sintetizar matéria exótica.

Não tardou muito e o transleve estava pousando no hangar da Academia. Mal o veículo tocou o chão eu saltei e corri para o laboratório de física.

Como de costume o Dr. Thurnik já estava em sua mesa de trabalho. Trazia o olhar perdido em algum ponto da parede branca. Parecia absorto, com seu espírito investigando alguma coisa muito longe dali.

- Dr. Thurnik – chamei em vão.
- Dr. Thurnik – tentei novamente, agora com mais energia na voz.
- Hã... Sim, sim – disse enquanto procurava na mesa os óculos que estavam na cabeça servindo de tiara para prender sua vasta cabeleira grisalha.

Por fim, o físico teórico mais importante da nossa época encontrou os óculos, colocou-os e olhou para mim.
- Phytarco meu jovem, é você. Chegou cedo hoje - disse com bondade, sem fazer a menor ideia de qual parte do dia estávamos.

- Doutor – falei pausadamente – eu acho que tenho a resposta para o problema de como sintetizar matéria exótica...

***

Você deve estar aí pensando que raio é essa tal de matéria exótica. Bom para não cansá-lo com explicações extensas posso dizer que matéria exótica é um composto hipotético cuja principal característica é de possuir massa negativa.

Aí, você me pergunta: E daí?

E eu respondo: Com uma porção dessa belezinha eu poderia abrir passagens no espaço-tempo.

Aí, você diz: E daí?

E eu respondo: Viagem em velocidade maior que a velocidade da luz!
Aí, talvez você finja que o telefone celular está tocando, pega alguma coisa no bolso (não necessariamente um celular), vira-se de costas e finge que está atendendo a um chamado importante. Em seguida, você olha pra mim, pede desculpas e sai apressado alegando que precisa resolver um problema urgente.

***

Bem o Dr. Thurnik olhou para mim com certo ar de incredulidade, mas depositou toda a sua atenção em mim.
Levei perto de duas horas para explicar tudo que estava em minha cabeça. A expressão do doutor foi mudando e ao final da minha explanação ele estava com o rosto iluminado. Seus olhos brilhavam e quase não se continha comentando possíveis desdobramentos e também sobre como poderíamos testar a teoria.

- Phytarco, meu jovem – disse exultante – essa é realmente uma ideia maravilhosa! Podemos tentar sintetizar uma quantidade microscópica de matéria exótica e se der certo, tenho certeza que conseguirei verba para um projeto grandioso.

Acho que não dá para descrever como estava a minha cara, não é mesmo. Pense um pouco... Mais de vinte anos trabalhando, arduamente, em uma ideia e quase que de repente, alguém, muito respeitável basicamente o chama de gênio! 
Bem, talvez eu esteja exagerando um pouquinho. O fato é que eu estava com a mais perfeita e inquestionável cara de bobo alegre que alguém pode fazer.

- É muita bondade sua Dr. Thurnik, na verdade esta é apenas uma ideia e...

- Não, não meu jovem. Esta não é apenas uma ideia, esta é a ideia que estamos buscando por tantos anos. Vamos, – disse enquanto se levantou da confortável poltrona -  vamos falar com o superintendente. Precisamos nos preparar para um experimento.





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sábado, 9 de abril de 2011

Resenha e Entrevista no blog "S2 Ler"

Resenha escrita por Mariana

SURPREENDENTE!


Tenho que começar dizendo que HATHOR é surpreendente. Foi, sem dúvida, a maior surpresa literária que eu já tive. Um livro que vou lembrar para sempre e que hoje está entre meus favoritos.
HATHOR é um tanto difícil de resenhar, pois até certo ponto você acha que a história é sobre uma coisa, mas na verdade é outra. Mas essa história, além de incrível, é envolvente e cheia de surpresas. Confesso que se alguém tivesse me contado sobre o tema do livro eu teria torcido o nariz, e provavelmente, não teria lido. Mas não é que um tema que eu não dava nada me fez ter verdadeira loucura pelo livro? Por isso não vou revelar o assunto principal dele aqui, quero que vocês passem por essa mesma surpresa, para que com ela cresça a admiração por esse fantástico autor que é o Markus.


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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os 10 melhores filmes brasileiros


10 - Treze cadeiras


Oscarito interpreta Bonifácio, um barbeiro do interior que recebe de uma tia de herança uma mansão na cidade, mas o imóvel é confiscado e ele acaba ficando apenas com 13 cadeiras. Após vendê-las, desespera-se ao descobrir que a falecida havia escondido uma fortuna no estofamento de uma delas. Junto com a dançarina de cabaré Ivone (Renata Fronzi), ele tentará então reavê-las, se envolvendo em muita confusão. Filme baseado no romance russo "As 12 cadeiras". A história do orinalmente se passa na Rússia na época da revolução bolchevique. (fonte: Wikipédia)


9 - Independência ou Morte


Independência ou morte é um filme brasileiro de 1972, do gênero drama histórico dirigido por Carlos Coimbra para celebrar o sesquicentenário da independência do Brasil.
Uma visão heróica e quase mítica do processo que levou à emancipação política do Brasil em relação a Portugal.
O filme mostra o caso extraconjugal do príncipe/imperador com a Marquesa de Santos, mas com um tom romântico de amor impossível, sem mencionar outras aventuras, ao contrário do que seria mostrado na minissérie O quinto dos infernos, décadas depois. (fonte: Wikipédia)


8 - O Guarani



O Guarani (1996) é uma das muitas versões cinematográficas do romance homônimo de José de Alencar.
A trilha sonora é de Wagner Tiso, com música incidental Il Guarany, de Carlos Gomes. (fonte: Wikipédia)





7 - Se eu fosse você



Se Eu Fosse Você é um filme brasileiro de 2005, do gênero comédia romântica, dirigido por Daniel Filho e estrelado por Glória Pires e Tony Ramos.
Com o sucesso do filme, houve uma continuação, Se Eu Fosse Você 2, que é a segunda parte da história, logo após os eventos ocorridos no primeiro longa.
Cláudio e Helena são um casal rotineiro, e deverás isso, possuem algumas discussões. Ele, publicitário bem sucedido e ela, professora de música, após discutirem e começarem estranhamente a falar as mesmas palavras juntos, e na mesma hora, quando despertam no dia seguinte após adormecerem logo após tais eventos ocorridos, percebem-se que estão em corpos trocados: Helena está no corpo de Cláudio e vice-versa.
Tendo que enfrentar tal acontecimento inusitado e até então inédito para ambos, juntos terão que assumir a vida um do outro, e aprenderão a ver o ponto de vista de cada qual sob um novo ângulo, que até então fora superficialmente sentidos por eles, e que agora, são intensamente vividos. (fonte: Wikipédia)



6 - Carlota Joaquina – Princesa do Brazil



Carlota Joaquina, Princesa do Brazil é um filme histórico e satírico, lançado em 1995. Tendo apresentado alguns erros históricos. Foi estrelado por Marieta Severo e Marco Nanini. É o primeiro filme dirigido por Carla Camurati e também, o primeiro da atriz Ludmila Dayer que interpretou Carlota Joaquina de Bourbon na infância.
O filme conta, satiricamente, parte da história da monarquia portuguesa, e a elevação do Brasil, de colônia do império ultramarino português, a reino unido com Portugal. Também faz referências a monarquia espanhola. A morte do rei de Portugal D. José I de Bragança, em 1777, e a declaração de insanidade da filha herdeira do precedente, a rainha D. Maria I, em 1792, levam seu filho, o então príncipe D. João de Bragança e sua esposa, a infanta espanhola Carlota Joaquina de Bourbon, ao trono real português. Em 1807, para escapar das tropas napoleônicas que invadiam Portugal, a corte portuguesa e o casal transfere-se às pressas para o Rio de Janeiro, onde a família real e grande parte da nobreza portuguesa vive exilada por 13 anos. Na colônia aumentam os desentendimentos entre Carlota Joaquina e D. João VI, que após a morte da mãe, D. Maria I, deixa de ser príncipe-regente e torna-se rei de Portugal e, posteriormente, rei do reino unido de Portugal, Brasil e Algarves. (fonte: Wikipédia)





5 - Nosso Lar


Nosso Lar é um filme de longa metragem brasileiro, dirigido e roteirizado por Wagner de Assis, baseado na obra homônima escrita através de psicografia pelo médium Chico Xavier, sob a influência do espírito André Luiz.
O ator que representa André Luiz, o personagem principal da história, é Renato Prieto. O filme conta com alguns atores e atrizes bastante conhecidos da teledramaturgia brasileira como Othon Bastos, Ana Rosa e Paulo Goulart, dentre outros. Tendo sido gravado durante os meses de julho, agosto e setembro de 2009 em locações no Rio de Janeiro e Brasília, foi lançado em 3 de setembro de 2010, tendo alcançado um público de 1.6 milhão de espectadores em 10 dias de exibição.

Desenhos minuciosos e detalhados do mapa da cidade "Nosso Lar" assim como a arquitetura das edificações, ministérios e casas, foram criados pela médium Heigorina Cunha através de suas observações realizadas durante suas saídas do corpo (desdobramento) em março de 1979, conduzidas e orientadas pelo espírito Lucius. Seus desenhos foram esclarecidos e confirmados por Chico Xavier de que se tratava realmente da cidade “Nosso Lar”  e mais tarde serviram de inspiração para criar o visual arquitetônico da cidade que se vê no filme.
Ao despertar no Mundo Espiritual, André Luiz se depara com criaturas assustadoras e sombrias vivendo, juntamente com ele, neste lugar escuro e sombrio. Além disso, ele também se assusta por perceber que apesar de ter "morrido" ele ainda continua vivo e ainda sente fome, sede, frio e outras sensações materiais. Após um longo período de sofrimento ele é recolhido dessa zona de sofrimento e purgação de falhas do passado por espíritos do bem e é levado para a Colônia Espiritual Nosso Lar, de onde surge o nome do filme. A partir desse momento ele começa a conhecer melhor a vida no além-túmulo e a aprender lições e adquirir conhecimentos que mudarão completamente o seu modo de enxergar a vida.
Tendo então tomado consciência de que está desencarnado (morto), sente imensa vontade de voltar à Terra para visitar e rever parentes próximos de quem guarda imensa saudade. Entretanto, como narra a sinopse do site oficial do filme, isso acontece só para que ele perceba "a grande verdade - a vida continua para todos". (fonte: Wikipédia)





4 - Trair e coçar é só começar



Trair e Coçar É só Começar é um filme brasileiro de 2006, do gênero comédia, dirigido por Moacyr Góes e baseado na peça teatral Trair e coçar é só começar, de Marcos Caruso.
O filme foi produzido por Diller Trindade, a direção de fotografia é de Cezar Moraes, a direção de arte de Paulo Flaksman, os figurinos de Luciana Maia, a cenografia de Ana Schlee, a trilha sonora original de Ary Sperling, a edição de som de José Moreau Louzeiro e Vinicius Leal, e a mixagem de Cláudio Valdetaro.
Uma empregada doméstica intrometida causa várias confusões num condomínio de classe média alta ao desconfiar que seus patrões têm casos amorosos extra-conjugais. (fonte: Wikipédia)





3 - Lisbela e o Prisioneiro



Lisbela e o Prisioneiro é um filme brasileiro de 2003, do gênero comédia romântica, dirigido por Guel Arraes. É uma adaptação da peça de teatro homônima de Osman Lins. O filme é uma produção da Globo Filmes e da Natasha Filmes, junto com o estúdio Twentieth Century Fox.
Conta a história do malandro, aventureiro e conquistador Leléu e da mocinha sonhadora Lisbela, que adora ver filmes norte-americanos e sonha com os heróis do cinema.
Lisbela está noiva e de casamento marcado, quando Leléu chega à cidade. O casal se encanta e passa a viver uma história cheia de personagens tirados do cenário nordestino: Inaura, uma mulher casada e sedutora (Virginia Cavendish, de O Cravo e a Rosa , Dona Flor e seus Dois Maridos e O Auto da Compadecida) que tenta atrair o herói; um marido valentão e "matador", Frederico Evandro (Marco Nanini, de Carlota Joaquina, Princesa do Brazil e O Auto da Compadecida); um pai severo e chefe de polícia, Tenente Guedes (André Mattos, de Como Nascem os Anjos); um pernambucano com sotaque carioca e gírias paulistas, Douglas (Bruno Garcia, de Os Maias e O Quinto dos Infernos), visto sob o prisma do humor regional; e um "cabo de destacamento", Cabo Citonho (Tadeu Mello, da trilogia A era do gelo , Xuxa e os Duendes e Didi, O Cupido Trapalhão), que é suficientemente astuto para satisfazer os seus apetites.
Lisbela e Leléu vão sofrer pressões da família, do meio social e também com as suas próprias dúvidas e hesitações. Mas, em uma reviravolta final, cheia de bravura e humor, eles seguem seus destinos. Como a própria Lisbela diz, a graça não é saber o que acontece. É saber como acontece e quando acontece. (fonte: Wikipédia)





2 - Auto da compadecida



O Auto da Compadecida é um filme brasileiro de 2000, uma comédia dirigida por Guel Arraes, com roteiro dele e de Adriana Falcão. Baseado em obra homônima de Ariano Suassuna, com elementos de O Santo e a Porca e Torturas de um Coração, ambas do mesmo autor.
As aventuras de João Grilo (Matheus Natchergaele), um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó (Selton Mello), o mais covarde dos homens. Ambos lutam pelo pão de cada dia e atravessam por vários episódios enganando a todos da pequena cidade em que vivem. (fonte: Wikipédia)





1 - Olga


Olga é um filme brasileiro realizado em 2004 pelo diretor Jayme Monjardim, inspirado na biografia escrita por Fernando Morais sobre a alemã, judia e comunista Olga Benário Prestes. No filme, estrelam Camila Morgado como a protagonista, Caco Ciocler tambem como Luís Carlos Prestes e Fernanda Montenegro como Dona Leocádia Prestes, mãe de Luís Carlos Prestes.
Olga foi um grande sucesso de bilheteria; 385 mil pessoas o assistiram apenas no fim de semana de estréia no Brasil.
A obra também recebeu três prêmios no Grande Prêmio Brasileiro de Cinema de 2005, mas teve recepção negativa das imprensas brasileira e alemã. (fonte: Wikipédia)